Preversão
Uma bela mulher que transformava a cor dos olhos consoante a dor que fazia bater o coração. Essa mulher que se esqueceu do destino numa gaveta, e passou a trazer debaixo do braço as coincidências. Não estranhes se a encontrares na noite em que só ela consegue ver, nos seus saltos altos e roupa negra, de óculos escuros enfrentando a escuridão. Não estranhes a cor dos seus olhos que se pintam de verde e negro. Não entranhes essa bela mulher. Perdoa-lhe os erros e a loucura, a sua vida era feita de uma novela, de um tecido venezuelano de fraca qualidade. Tudo porque teimava em não afastar os amores que lhe deixaram de telefonar. Tudo porque os catalogou por preços nas caixas vazias dos sapatos que os pés vestiam. Dia sim dia não. Mulher bela não chora. Mulher bela deita fogo às lágrimas. Mulher bela cerra os dentes com raiva. Mulherdelábiosmordidos não fala ao coração. Grita e fuma cigarros.
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De saltos, de negro, entre a loucura, o chão e o sorriso (também se assim não o fosses nem uma mão cheia de histórias caiadas sabe-se lá de onde te poderiam preencher e fazer erguer o maior da tua alma...o sabe-se lá de onde será primo do destino?? Eu tenho as minhas duvidas, acredito nas circunstâncias e qualquer coisa no acaso...haaa... a sorte que me anda sempre na boca têm efeito prozac)
..uma bela mulher...sim, eu li-te...mas diria mais que isso, falaria em rendas e bordados e em construções de cetim, enchia uma mão de certezas e outra de duvidas e mandava ao ar a sorrir...(hahaha...”o sorriso que ilumina o mundo” será sempre uma grande frase!!!)
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