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Laboratório

Na loja onde ninguém entrava ela encontrava as estranhas páginas que já tinha tido. as que ele lia agora. Colocava-se nas últimas filas das prateleiras e ordenava quem entrava que não a levasse. Não estou doente nem morta dizia, conseguem-me ouvir... Mesmo sem que os vossos ouvidos toquem os meus lábios. Tu não choras? O sofrimento depressa se esquece. Era assim, o seu pequeno corpo que transportava um coração que se soltava quando deixava de ser doce. Provocava sabores aos narizes intrometidos, cheiros que não a voltavam a tocar. mostrando. Agora dá-me um beijo e esquece. Assim seguiam os seus caminhos.

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