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(evitar) entre cigarros














Os buracos ameaçam a saída do fumo, levanta-te, no intervalo da magia saliente nas pontas de cigarros que vagueiam entre mãos que se desgraçam no desejo. Chega-me e acende o que me pede fogo, queima o tempo em que estás. É no teu gesto que te vejo, a proximidade do sabor. Fica o cheiro num painel a quatro mãos.
As bocas traduzem-se, provavelmente na solidão, nas imagens que se perdem no fumo. És quem chega. As quatro mãos, os dois olhos - tranquilizam as memórias largadas no infinito. Caminhamos à procura do esquecimento, só mais um sente o calor.
Só mais um para o final.


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Blogger Carrie said...

doce e terno. muito bom, doce [t]

12:20 da manhã  

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