Se daqui a pouco não te esforçares, não encontras

Com o olhar rasgado, ela empurra gotas nos lençóis que deixam transparecer o seu corpo tenso. As palavras tropeçam-lhe nos lábios molhados. Baralham-se vontades sem nascerem gestos. Olha-me enquanto durmo, se acordo desisto de ti, volto a limpar com a ponta dos dedos o suor que escorre no pescoço, e se lança no peito.
Pára-me!
Vamos acordar numa vez só, transformar as noites em imagens fora dos sonhos, desenhar sequências aqui, aí, pelas noites que estivemos entregues. Num saco cheio. Terra, onde nos deitámos e correste atrás de mim, montes, água, ventos de tempestade, areia e olhares curiosos. De nada. Pega no pano e apaga do coração a minha última frase, não vomites os pontos. Aproveita, e faz uma máscara.

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Gostei deste. Muito.
Gosto do ambiente aparentemente aleatório que se vive nesta página. Volta e meia venho cá parar.
Mas não por acaso.
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