Cantos escuros


Os pássaros lá fora. As janelas deixaram de se abrir, os pregos serviram para as segurar separando-me do mundo. Continua a entar. Os materiais cedem e as paredes já não mantém o branco que existiu quando te foste. Guardo-lhes as memórias, e aí tornam-se confusas. Os sentimentos que não se movimentam, isolam-se em memórias, sabias? Cai, cá dentro mais uma folha, e lá fora as árvores afastam o verde. A poça que resiste debaixo de mim permite-me beijar-te. no escuro, por não existirem sonhos. Ainda guardo forças para quebrar um vidro.
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