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Menos de manhã










Passo só nos movimentos estagnados de papel molhado em cima do colchão que na rua se alimenta da chuva que vem. Modifica-se parado. Satisfeita em mim coloco-lhe uma mesa e preparo o pequeno almoço. Aparecem as sombras, avançam na tua comida. Uma folha ficou colada ao alcatrão, fazem parte um do outro. Num único plano. Existe uma verdade, não se consomem não se envolvem nem diluem.
Lazy.
Fogem abandonam o colchão de joelhos sussurram à folha, levanta-te, e que te encontre. Todas as vozes cruzadas, sussurros do ar.

Revoltam-se e colam-se à minha cara. Entram no meu cabelo ao meu pescoço, as folhas. Castanha, salpicada de verde os buracos da minha túnica deixam entrar o frio que receberam.

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