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5 para a mesa da frente

Há dias em que detesto esta fotografia, demasiado tudo sem o ser. Coberta de drama sem sentido. Há dias em que anulo cretinos à face da terra. Há dias em que digo que não, sou arrogante e indiferente. Há dias em que sou fria, esse é o significado, fria, implacável. Há dias em que cerro os dentes. Há dias em que fecho as mãos e cravo as unhas compridas na pele. Há dias ordinários. Em todos esses dias dependo dos meus olhos, da dor ou do ardor. Da sua vontade de ver ou de chorar pela manhã. Não sou eu que os passeio, tudo o resto que depende deles, hoje, assustam-se com a fotografia.

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