Três números



comecei a comer. abandonaste o pincel da tua presença no meu rosto nas tuas mãos brutas esvaziadas do que há dentro enquanto suspiro escorrida numa cama. as veias incham e poupamos na trovoada que agita o velho coração. Não passará desta noite. Nada de flores, nada de carro funerário. esconde-me apenas entre os lençóis e o teu corpo. nas linhas finas e cheias da tua pele. cria-me de novo reinventa-me a cor dos olhos o sorriso nos lábios claros aos teus.
Usa as mãos constrói um cubo com uma janela no peito onde eu posso entrar comigo. no abrigo da minha consciência que chegas e vences a minha alma.
fecho todas as portas. custa-me tanto falar. um dia mais tarde para ti levarei uma faca ao peito. em dois dou-te o meu espaço.
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