+
Sufoca não ter a abundância do teu negro. Sentir-me mergulhar dentro de ti até me retirares o ar. Deixares de ser meu num espaço de vida da tua pele. Somos só se for apenas eu. O olhar assustado pelo hábito da vontade ser superior a mim. Sem amor não te posso acolher entre os meus lábios, deixar-te entrar na minha boca. Existe ainda o sabor da tua pele que pousou sobre os meus ombros, intacto. A última vez. como serão escritas as juras? numa rocha ou na areia? Preciso-te. de abandonar a tua cama pela manhã. cessar o caminho no vazio que são as tuas noites. enquanto me sujas. Perder-te. porque a minha luz faz-te sair de ti. Talvez seja tempo, e não chega. Agarra-me porque te irei ocupar. Há esta história por contar, procura-me no intervalo dos teus sinais. Fecha a porta e percorre-me. por dentro.
21 de setembro 2006

1

Blogger A. Pinto Correia said...

Lindo..
Beijinhos, T.

3:48 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home