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desprezando conteúdos


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Blogger linfoma_a-escrota said...

Tudo que escrevi até hoje
foram asfixias infatigáveis d’agonia,
intenções inconscientes para um segundo eu ler,
anomalias abjectas a tornar realidade já amanhã
com direito a promessa desconcertante
e cruel auto-desonra em seguida.
Mas, com estes livros que aqui nascem
toda a voracidade à tangente será recusada
e, do útero do caos, emergirá recompensa...
Repudio o óbvio massificado e creio
na individualidade universal capaz de
nunca se cansar de viver lamentos e palpites
que inflamarão o brilho de cada falésia,
como cócegas num cadáver idêntico
que, ao mínimo contacto, acolherá o impalpável
sem receios do nosso interior absurdo.
Os facilitismos da fala são substimados,
cegam a participação à imposição imediata
de cada confissão registada no auto dos olhos
poder assumir, sugerir achaques tão díspares em
imperceptibilidades onde intenções são sentenciadas
e grupos espessos formados...
Tanta sílaba já vi deambular no secretismo
da promessa suposta relegada para outro erro,
porque fúria é fracasso que colapsará
se te agarrares ao vexame da própria sarna;
desliga a mentira e abraça a integridade
quando sentires a sugestão constante
irradiar-se com calafrios compreensivos,
arremessa-te como um aperitivo no
espeto da cobra dorsal no licor ritual.


in QUIMICOTERAPIA 2004

morte aos conteudos, temus isso em comum, isto era de quando eu escrevia coisas com o minimo nexo, já passou, tu escreves bem.


WWW.MOTORATASDEMARTE.BLOGSPOT.COM

2:49 da tarde  
Blogger andrea said...

Simplesmente encefálico? Nunca!

9:51 da tarde  

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