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raio diabólico que caiu sobre a minha cabeça. no relógio prolongavam-se as quatro da manhã. a opção era tomar partido da dor. a que alucinava a cabeça ou a outra mais aguda que conduzia o meu corpo a um contorcionismo perfeito. de concha os joelhos junto ao queixo e as mãos que esperavam pela força. o desconhecimento da causa é incompreensível. não houve por isso alternativa à mudança. aguentou-se uma e outra. alternando a importância numa espera de agonia contínua enquanto uma voz deitada ao meu lado martelava.um.duas. tu não descansas, tu não comes. dá nisto.

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